Fisioterapia Domiciliar é um Bom Negócio?

Olá Fisioterapeutas empreendedores. O tema desta semana é sobre Fisioterapia domiciliar, visto que muitos colegas oferecem este serviço aos seus pacientes.

Vejo no mercado uma grande parcela dos fisioterapeutas oferecendo atendimento a domicílio em diversas áreas diferentes da Fisioterapia. Arriscaria a dizer que quase todo Fisioterapeuta formado já atendeu, ao menos uma vez, um paciente em sua residência.

Como sempre, nosso olhar na Fisioconsult é focado no negócio, na carreira, na valorização da nossa profissão. Independentemente de prestar o serviço a domicílio como autônomo ou montar uma empresa (tema de outro texto, rs), a modalidade de Fisioterapia domiciliar pode ser uma excelente escolha, se for bem gerenciada e planejada.

Um dos pontos mais polêmicos e com grande distorção no mercado é em relação aos valores cobrados no atendimento domiciliar. Muitos recém-formados oferecem estes serviços com valores bem reduzidos e acabam criando uma guerra de preços no mercado que não deveria existir. Muitos se justificam, equivocadamente, com a seguinte afirmativa:

 

“Nos atendimentos domiciliares não tenho os mesmos custos de uma clínica. São bem mais baixos, logo é uma ótima estratégia cobrar valores menores.”

 

Discordo completamente da frase acima, pois o maior custo de qualquer atendimento na Fisioterapia é (pelo menos deveria ser) o tempo do Fisioterapeuta que está atendendo. Sendo assim, em um atendimento domiciliar, o tempo de deslocamento para ir e voltar do endereço do paciente deve ser computado e levado em conta em sua precificação. O próprio Coffito recomenda praticar valores mais altos nos atendimentos domiciliares (50% a mais que os praticados na clínica).

Pensamentos como o colocado em aspas acima no texto são reflexos da baixa estima e pouca valorização profissional, onde o colega enxerga custos como gasolina, equipamentos e publicidade como mais importantes que o próprio valor de sua hora.

Ou seja, um dos pontos mais importantes para que a Fisioterapia a domicilio seja um bom negócio é a sua precificação, agregando valor a hora do Fisioterapeuta. Outros pontos importantes: Ter uma marca bem construída, utilizar bem (e dentro do código de ética) as redes sociais e google, usar bem a identidade visual quando necessário (papelaria, jaleco, caneta, prescrições.) Fazer um planejamento da logística do atendimento para encurtar as distancias entre os atendimentos dos pacientes, e, claro, executar sempre uma boa avaliação para alcançar os melhores resultados com os pacientes.

Mesmo trabalhando sozinho e concentrando suas ações nos atendimentos domiciliares, comporte-se como se estivesse a frente de uma grande empresa, oferecendo qualidade e sendo profissional em todos os detalhes.

 

Sucesso e bons Negócios

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Showing 7 comments
  • Alexandre Cunha
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    Atendimento domiciliar e sim e sempre foi um ótimo negócio,mas Vale ressaltar fazendo jus ao post acima que o profissional que não sabe se valorizar diante não só dessa situação mas em clínicas e consultórios tambem,deveria antes de se atrever no mercado de trabalho buscar se capacitar de forma sistematica,estudar um pouco de mercado financeiro e estratégias de marketing pessoal,ler livros de auto-ajuda e/ ou procurar fazer terapia de antisubsirviencia perante ao médico e a sociedade de uma forma geral,quem sabe assim ele valorizaria mais seu atendimento e mudaria o discurso.Agora se nada disso der certo sugiro que ele mude o foco e vá para outro mercado de trabalho que aceite melhor esse tipo de postura profissional que só atrapalha quem quer fazer um trabalho sério e viver dignamente dele.

  • Magda
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    Olá Bernardo! Tudo bem? Achei pertinente o tema. Mas fica um outro questionamento, em relação aos valores pagos pelos convênios, cooperativas entre outros, que costuma ser bem abaixo do valor de mercado para atender em domicílio. Essa é uma realidade muito comum, que não requer questionar a capacidade do profissional, mas um reflexo da tercerização da profissão. São pacientes que precisam de atendimento, porém o profissional fica refém da empresa contratante, sem abertura para negociar valores.

    • Bernardo Chalfun
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      Bom dia Dra. Magda. Tudo ótimo e com você? Concordo que esta situação ocorre de forma muito comum em nosso mercado. Lei da oferta e demanda, enquanto tiver colegas que aceitam trabalhar desta forma, as operadoras continuarão pagando valores baixos. Por este motivo que defendo o particular. Sei que muitos pacientes não podem pagar pelo particular, mas somente se faltar profissionais que se sujeitam receber valores ínfimos dos planos de saúde reverteremos este processo. Somente quando o Cliente das operadoras não tiver atendimento e “reclamar”com elas, poderemos ter uma mudança neste quadro, em minha opinião. Sucesso. 🙂

  • Karen Herthel
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    Oi dr.Bernardo Chalfun! Excelente post! O mais terrível de tudo é ter que competir com a baixa estima de colegas da profissão que a desvalorizam em vários aspectos! Eu atendo em domicílio particular há mais de 10 anos, porém, fazendo jus do meu tempo, bem como da minha expertise, que vem sendo construída ao longo do tempo e nao foi gratuita….luto pela valorização da fisioterapia pelos próprios fisioterapeutas!

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